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  • Camila Diniz

Abril Azul no Futebol e o Compliance

As Nações Unidas em seu “Relatório sobre o Esporte para o Desenvolvimento e a Paz de 2003”, afirma que o esporte por sua própria natureza envolve participação. Envolve também a inclusão e a cidadania, na medida em que une indivíduos e comunidades, destacando os aspectos comuns e servindo de ponte entre diferenças étnicas e culturais.


Inclusão social também nos referimos a grupos que podem sofrer algum tipo de discriminação, não apenas financeiramente mas, pensar nos portadores de deficiências físicas, motoras e cognitivas, indígenas, homossexuais, transexuais, entre outros.


Em pensar, no campo do Compliance no esporte e sua implementação em clubes, garante uma efetividade da implementação de normas que permitem a inclusão dentro de seu time. Seja por ações ou incluindo, em empregos, pessoas com algum tipo de deficiência ou diversidade de gênero. Com a implementação de um efetivo Compliance, evitaria qualquer tipo de discriminação, e está ocorrendo, teria mecanismos de tratamento, como um canal de denúncia que seria registradas ocorrências, e iniciada investigações.


Clubes esportivos precisam dar esses destaques, mostrar habilidades, promover centro de treinamentos cada vez mais efetivos. Algumas ações que chamam atenção foram: a antecipação da decisão de Flamengo e Fluminense para usar o abril Azul (mês da Conscientização do autismo), em que os jogadores entraram em campo com crianças autistas, o Coritiba que inaugurou um camarote com acomodação sensorial para receber torcedores autistas, o Paysandu que entrou com crianças com diferentes graus de autismo em campo e que usavam fones de ouvido para abafar o barulho e o Atlético-MG que usou camisa com o símbolo da campanha de conscientização em jogo, incluindo bandeirinhas e faixa de capitão.


Um exemplo que temos é o Palmeiras que possui escolinhas espalhadas para treinar habilidades de pessoas com deficiência. Inclui crianças e adolescentes com algum tipo de transtorno neurológico, como autismo e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) que treinam diariamente na Academia de Futebol Palmeiras, para se destacarem em campo.


Organizações esportivas, como as federações nacionais de futebol e a FIFA, têm estabelecido normas de Compliance para os clubes, jogadores e agentes envolvidos no esporte. Podemos pensar em Compliance com as normas ESG (Environmental, Social, and Governance) que são temas interligados no futebol contemporâneo.


O esporte tem sido uma importante ferramenta quando o assunto é inclusão social. Além de promover a convivência em grupo, atividades desse tipo ajudam no crescimento pessoal, na percepção da participação de cada um na sociedade, no aprimoramento da disciplina, do respeito ao próximo, entre diversos outros aspectos.


Na prática esportiva, os participantes precisam lidar com indivíduos que possuem habilidades e características diferentes. Isso ajuda a desenvolver uma visão mais ampla e tolerante do mundo, ensina a valorizar a diversidade.


Em resumo, a inclusão social e o Compliance, são conceitos fundamentais no futebol moderno. A inclusão social busca garantir que o esporte seja acessível e acolhedor para todos, independentemente de suas características pessoais. E o Compliance visa à integridade, transparência e conformidade com as normas e regulamentos, a fim de promover um ambiente justo e ético para todas as partes envolvidas no futebol.


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Camila Diniz

Cientista Social, bacharel em Direito e estudante de Compliance.

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